Será que um bebé internado com uma gastroentrite ou uma bronquiolite pode continuar a ser amamentado? ou pelo contrário, a amamentação deveria ser suspendida neste intervalo de tempo?

Estas são questões frequentes, e nem sempre a postura dos profissionais é unânime.

No caso por exemplo, de uma gastroenterite, as recomendações da ESPGHAN (sociedade europeia de gastroenterologia e nutrição pediátrica) são para que a amamentação prossiga sempre, mesmo durante a re-hidratação em meio hospitalar. Esta re-hidratação faz-se por sonda nasogástrica ou perfusão endovenosa, em bebés e crianças já com algum grau de desidratação – o principal motivo de internamento por gastroenterite – e dura cerca de 4h.

Há profissionais que recomendam que a criança não seja amamentada neste período de tempo. No entanto, as recomendações das ESPGHAN são claras nesse sentido: “All guidelines state that breast-feeding should be continued throughout rehydration”*(1).

Assim sendo, se a criança pedir, a amamentação não deveria ser negada sob pretexto de estar a decorrer a re-hidratação.

 

Será que um bebé internado com uma gastroentrite ou uma bronquiolite pode continuar a ser amamentado? ou pelo contrário, a amamentação deveria ser suspendida neste intervalo de tempo?

Estas são questões frequentes, e nem sempre a postura dos profissionais é unânime.

No caso por exemplo, de uma gastroenterite, as recomendações da ESPGHAN (sociedade europeia de gastroenterologia e nutrição pediátrica) são para que a amamentação prossiga sempre, mesmo durante a re-hidratação em meio hospitalar. Esta re-hidratação faz-se por sonda nasogástrica ou perfusão endovenosa, em bebés e crianças já com algum grau de desidratação – o principal motivo de internamento por gastroenterite – e dura cerca de 4h.

Há profissionais que recomendam que a criança não seja amamentada neste período de tempo. No entanto, as recomendações das ESPGHAN são claras nesse sentido: “All guidelines state that breast-feeding should be continued throughout rehydration”*(1).

Assim sendo, se a criança pedir, a amamentação não deveria ser negada sob pretexto de estar a decorrer a re-hidratação.

No caso de gastroenterite que não necessita de internamento, o aleitamento materno deve igualmente ser privilegiado não devendo ser substituído por soro de re-hidratação.

Deve propor-se a mama de forma mais frequente e encurtar as mamadas. Tal como numa criança não amamentada faremos uma hidratação fraccionada (propor pouca quantidade muitas vezes) para permitir que o estômago possa reter os líquidos que recebe.

 

Já no caso da bronquiolite e outras dificuldades respiratórias, a situação é muito mais delicada e depende essencialmente do estado clínico da criança.

 

Partimos do princípio que se a criança tem energia suficiente para pedir para mamar é porque têm condições que lhe permitem despender de alguma energia para se alimentar. Mais ainda, se o bebé pode beber pelo biberão então pode também ser amamentado.

 

 

Apesar de tudo, não são raras as vezes em que as mães são confrontadas com profissionais que impedem que o bebé seja amamentado. Sob pretexto de estar demasiado cansado, é assim introduzido desnecessariamente o biberão.

No entanto, no quadro de um internamento por dificuldade respiratória devemos evitar ao máximo acordar a criança para comer (seja biberão ou mama). Na verdade, quando a estamos perante uma dificuldade respiratória, a criança concentra toda a sua energia no acto de respirar. A natureza é sábia e o nosso organismo sabe que respirar é uma função vital, então todas as energias estão concentradas na respiração. Nesta situação, em que a criança está demasiado exausta, com sinais francos de dificuldade respiratória moderada a severa, deve privilegiar-se a hidratação por sonda, evitando assim um gasto de energia suplementar que a vai levar ainda mais à exaustão e piorar o quadro respiratório.

No caso da criança pedir para mamar, devemos oferecer mas não forçar. Não são raras as vezes em que a criança mama um pouco sendo então a refeição complementada pela sonda nasogástrica.

Assim, prevalece acima de tudo o bom senso e a avaliação do estado clínico da criança.

Caso tenhas dúvidas, não hesites em falar com os profissionais e colocar-lhes todas as questões que tens de forma a conseguires estar serena com as orientações da equipa de cuidados.

(1) Sobre as recomendações da ESPGHAN relativamente ao aleitamento materno no quadro de uma gastroenterite pode ler mais aqui: http://www.espghan.org/fileadmin/user_upload/guidelines_pdf/Guidelines_2404/European_Society_for_Pediatric_Gastroenterology_.26.pdf